No último dia do especial dedicado à Jojo Moyes, irei falar um pouco sobre a obra que mais me marcou e o porquê. E já vou dizendo que escolher apenas um livro foi algo bem difícil, porque todos eles me marcaram de algumas forma, cada um com seus ensinamentos e reflexões.

Mas vamos lá, vou tentar.

Eu estaria mentindo se dissesse que Como Eu Era Antes de Você não me marcou. E por que estou dizendo isso? Poque esse é, provavelmente, um dos livros mais queridos da autora. Ele não é apenas emocionante, como também suscita questões bem pertinentes sobre a vida, sobre as nossas escolhas, sobre o amor e sobre o que é se doar para o outro.

Só que a profundidade do enredo abordado em A Última Carta de Amor me deixou marcas de uma forma bem mais especial... talvez por tratar de uma história de amor à moda antiga em paralelo a outra não tão antiga assim – o que me leva a crer que vivemos num processo cíclico. Ou seja, as coisas não mudam. A vida não muda. O que muda é a forma como elas acontecem.

E essa é apenas uma das lições que esse livro transmite.

Imagem/Fonte: Google.

O fato de mostrar as diferenças e semelhanças entre as mulheres da década passada e da atual, além da sabedoria que só um amor vivido em tamanha intensidade pode trazer, são outros pontos marcantes da trama. Tudo é descrito com muita simplicidade e intensidade, e a história por trás das cartas ajudou a tornar tudo mais especial e singular.

Ademais, o enredo transmite muita comoção por abordar dois romances repletos de altos e baixos, cheios de desencontros e surpresas – tanto de forma positiva como negativa. Mostra como algo simples pode mudar o rumo das coisas, e como a vida pode parecer injusta. E, no meio disso tudo, indica que a vida de duas pessoas diferentes pode tornar-se semelhante em certo ponto.

Esse livro me fez pensar em tudo que deveria ser feito e dito, e não foi. Talvez por medo, por orgulho ou fraqueza. Contudo, creio que a história quer nos ensinar o quanto podemos com isso. E isso pode até parecer clichê, mas a forma como tudo é contado é que é o grande diferencial. Inicialmente por parecer difícil, confuso... mas, quando você menos esperar, a história irá te abraçar e você estará completamente envolvido. Super indico!

~*~

Enfim, gostaram do especial? Eu particularmente adorei escrever esses posts. Me trouxeram uma nostalgia boa. Espero que eu tenha conseguido motivar àqueles que ainda não tiveram a chance de conferir algo da Jojo... vale a pena para quem curte as temáticas que ela aborda. Aliás, vale informar que através da Editora Intrínseca, está chegando hoje mais um livro da autora no mercado editorial.

Nada Mais a Perder traz a história de Henri Lachapelle, um cavaleiro de raro talento entre os poucos admitidos na academia de elite do hipismo francês, o Le Cadre Noir. Contudo, reviravoltas da vida o levaram da França a Londres, onde ele agora vive em um simples conjunto habitacional. Sem nunca abandonar o amor pela antiga carreira, aos trancos e barrancos, Henri ensina a neta, Sarah, a montar o cavalo Boo, na esperança de que o talento da dupla seja o passaporte para uma vida melhor e mais digna para todos. Mas um grande golpe muda mais uma vez os planos de Henri Lachapelle, e Sarah se vê entregue à própria sorte, lutando para, além de sobreviver, cuidar de Boo e manter os treinamentos.

Em paralelo temos Natasha, uma advogada especializada em representar crianças e adolescentes envolvidos com crimes ou em situação de risco. Abalada emocionalmente e em dúvidas quanto a seu futuro profissional depois de um caso terrível, Natasha ainda tem de lidar com as feridas do fim de seu casamento. Um fim, diga-se de passagem, bem inusitado, já que ela se vê forçada a morar com o charmoso futuro ex-marido enquanto esperam a venda da casa da família.

Quando Sarah cruza o caminho de Natasha, a advogada vê na menina a oportunidade de colocar a vida de volta nos trilhos e decide abrigar a adolescente sob o próprio teto. O que ela não sabe é que Sarah guarda um grande segredo que lhes trará sérias consequências.

Já quero sim ou com certeza?
Abraços!

Os livros da Jojo Moyes já apareceram tantas vezes por aqui, não é mesmo? Mas quem é essa mulher e como começou sua história na literatura? É o veremos logo abaixo.

Imagem/Fonte: Google.

Pauline Sara Jo Moyes, mundialmente conhecida como Jojo Moyes, nasceu em 4 de agosto de 1969, na cidade de Londres. Após vários trabalhos que incluem a digitação de documentos em braile para pessoas com deficiência visual, além de escrever brochuras, ela estudou na Royal Holloway e Bedford New College, Universidade de Londres. 

Em 1992, ganhou uma bolsa financiada pelo jornal The Independent para participar do curso de pós-graduação em jornalismo na City University. Aliás, Jojo trabalhou como jornalista por dez anos, um deles em Hong Kong para o Sunday Morning Post, onde tornou-se editora assistente de notícias, e os outros nove no próprio jornal The Independent. Em 2002 ela decidiu se desligar da função para se dedicar integralmente à carreira de escritora.

E não é que deu certo? Jojo é autora de mais de dez livros, entre eles os sucessos A Última Carta de Amor, Como Eu Era Antes de Você e A Garota que Você Deixou Para Trás, todos resenhados aqui no blog. Inclusive, ela se tornou uma das poucas escritoras a ganhou o prêmio Romantic Novelist’s Award duas vezes. Primeiro em 2004, pelo livro Foreign Fruit, e o segundo foi em 2011, com o livro A Última Carta de Amor.

Moyes também conseguiu emplacar três livros ao mesmo tempo na lista de mais vendidos do The New York Times, coisa que poucos autores conseguiram segundo o próprio Times.

Além disso, Jojo teve recentemente uma de suas obras adaptadas para as telonas. Não preciso nem dizer, não é? Como Eu Era Antes de Você, seu romance de maior sucesso aqui no Brasil, vendeu mais de oito milhões de exemplares em todo o mundo, e ocupou o topo da lista de mais vendidos em nove países. 

Atualmente, a autora  vive em uma fazenda em Saffron Walden, Essex, com o marido que também é jornalista, Charles Arthur, e seus três filhos. 


Bibliografia:
Sheltering Rain (2002) | Em Busca de Abrigo (2004);
Foreign Fruit (2003) | A Casa das Marés (2007)
The Peacock Emporium (2004);
The Ship of Brides (2005) | O Navio das Noivas (2016);
Silver Bay (2007) | Baía da Esperança (2010);
Night Music (2008);
The Horse Dancer (2009) | Nada Mais a Perder (2016);
The Last Letter From Your Lover (2010) | A Última Carta de Amor (2012);
Me Before You (2012) | Como Eu Era Antes de Você (2013);
Honeymoon in Paris (2012);
The Girl You Left Behind (2012) | A Garota que Você Deixou Para Trás (2014);
The One Plus one (2014) | Um Mais Um (2015);
After You (2015) | Depois de Você (2016).


Quero ler todos os livros da Jojo, sabe!?
Abraços,

Hoje eu irei falar um pouquinho sobre o meu cenário favorito dentre todos os que a Jojo utilizou para ambientar suas histórias. Quando soube dessa pauta não tive dúvidas de qual escolher: a comunidade de Silver Bay, de Baía da Esperança, tornou-se inesquecível para mim.

Arte da capa de Baía da Esperança (edição da Bertrand).

No livro, Silver Bay¹ fica na Austrália e é extremamente famosa por suas praias paradisíacas e pelo cenário exótico e encantador. Apesar de ser uma região de poucos moradores, como o próprio livro descreve, o lugar é populoso e bastante conhecido por suas belezas naturais, o que atrai muitos turistas frequentemente.

Além disso, Silver Bay é conhecida por uma grande atração turística: os golfinhos e as baleias. O livro conta com diversas descrições maravilhosas e instigantes sobre os passeios de barco, as trilhas, sobre os animais, sobre o encantamento que o lugar traz e a satisfação de quem passar por ali.

É impossível não se apaixonar! Especialmente porque o local possui uma harmonia que traz uma imensa sensação de conforto, talvez pela hospitalidade de características caseira e familiar.

Não acho que me acostumaria a viver por lá, pois, apesar de gostar de lugares sossegados, sou uma pessoa da cidade. Mas, definitivamente, passaria todas as temporadas livres possíveis num lugar assim. Gosto de tranquilidade, de praia, de apreciar a natureza...  

Baía da Esperança não é um dos meus livros favoritos da Jojo, mas me apresentou um lugar que se tornou um dos mais queridos da vida para mim. E o mais mágico disso tudo é que eu já estive por lá sem estar de verdade. Entende o que quero dizer? É o poder da leitura.  :)

Até amanhã!


____________________________________________________________________
¹ A ideia de comunidade é transmitida pela tradução brasileira do livro. Aliás, vale destacar que "Silver Bay" é o nome da obra original. Não sei se isso significa o nome do hotel ou da própria comunidade (em minhas pesquisas não encontrei nenhum registro se ela realmente existe). Também não sei porquê aqui no Brasil o livro recebeu o nome de Baía da Esperança... se alguém tiver essas informações, por favor, eu adoraria saber.  :)

No tema de hoje iremos falar um pouco sobre o nosso personagem favorito dentre todos os criados pela Jojo Moyes (é claro que esse filtro deve ser feito com base nos livros já lidos). Essa é uma missão um pouco difícil, pois a autora sabe como criar personalidades fortes... em cada livro você carrega no coração alguém que se torna impossível de ser esquecido.

Mas já que é preciso escolher alguém, então eu fico com Sophie Lefèvre, de A Garota Que Você Deixou Para Trás. Sua história se passa durante a Primeira Guerra Mundial, e isso tem um peso enorme para mim (eu amo ler história de mulheres durante o horror da guerra). Mas a verdade é que Sophie me marcou por sua determinação e perseverança... tudo por amor a Edouard, seu marido.

Arte da capa de "A Garota Que Você Deixou Para Trás".

Ela precisou ser forte por seus irmãos, sobrinhos e até vizinhos. Seu apoio em meio as dificuldades, onde todos estavam sujeitos à fome, ao trabalho escravo e aos maus tratos, foi algo comovente de ser lido. Sophie foi capaz até de ser otimista e de semear a esperança que ninguém mais tinha naquele lugar.

Mas quando acabou sendo obrigada a servir o inimigo, ela passou a ser subjugada por todos, o que a fez tomar decisões que não teve a ver diretamente com escolhas, mas com emoção e esperança. E isso pode ter acabado com qualquer chance de sobreviver a esse momento doloroso e opressor. 

Se eu pudesse falar com a Sophie, diria que ela não deve se culpar por nada; que ela foi forte até quando fora possível. Acontece que nem sempre dá para seguir em frente e manter essa força a todo vapor. Somos humanos!

Além disso, a vida é feita de decisões e na maioria das vezes todas elas possuem lados positivos e consequências. Resta aprender a lidar com isso. E no caso dela, que vivenciou uma guerra tão dramática para todos... acho que Sophie foi um exemplo de força e mulher. Só tenho admiração para com ela, independente de qualquer coisa.

Recomendo o livro para que você conheça um pouco mais de sua história. Na realidade, todo o livro é guiado com esta finalidade... o grande mistério de A Garota Que Ficou Para Trás é: o que aconteceu com Sophie Lefèvre? E quem é a moça do quadro? Não deixe de conferir.

Mas agora me conte: qual personagem de Jojo Moyes mais te marcou?
Até amanhã!