Você sabe por que o dia 25 de maio é o dia do orgulho nerd?

A iniciativa que celebra o direito de ser nerd teve essa data escolhida para comemorar a premiere do primeiro filme da série Star Wars, o Episódio IV: Uma Nova Esperança, que aconteceu em 25 de maio de 1977. Aliás, Star Wars é um dos maiores símbolos da cultura nerd, ou geek, já que seu impacto cultural saiu das telonas para os games, para a literatura, para as HQs, dentre outros.

Star Wars é uma franquia de ópera espacial estadunidense de fantasia científica. Fonte: Google.

O dia 25 de maio também é importante por outro motivo. Nele se comemora o Dia da Toalha em homenagem ao escritor Douglas Adams (1952-2001), autor da famosa trilogia de cinco de livros, O Guia do Mochileiro das Galáxias. Ele também é considerado o grande percursor da cultura nerd. Como o autor dedicou um página inteira em sua história para falar sobre a toalha e sua importância para os mochileiros, decidiu-se então pelo uso da toalha como tema.

Representação de "Os Mochileiros da Galáxia". Fonte: Google.

De forma geral, o nerd é aquela pessoa muito dedicada aos estudos. Daí vem a junção do geek mais computação, internet, livros, games, quadrinhos, seriados e filmes. O resultado disso é um grupo de adoradores por um mundo cheio de conteúdo. E, felizmente, essa cultura não só se expandiu, como retirou os nerds da margem da sociedade (antes o nerd era visto como o 'esquisitão').

É claro que existem muitas pessoas que não curtem a cultura nerd, e que a caracterizam como uma modinha. Independente disso, acho bacana e até importante que haja um dia dedicado a quem dá valor a essa cultura repleta de coisas legais e interessantes a serem exploradas. É uma forma mútua de celebrar tanto quem recebe o produto quanto quem o produz. 

Portanto, a quem a carapuça servir, tenha orgulho de ser nerd!
Feliz dia da toalha!


Dando continuidade ao mesmo período explanado no post anterior dessa série, onde o foco foi o Realismo, hoje iremos conversar um pouquinho sobre o Naturalismo. Vale relembrar que essas expressões, somadas também ao Parnasianismo, deram início na metade do século XIX, na Europa, graças às mudanças que vinham ocorrendo nos setores filosóficos, científicos, políticos e culturais.

Ilustração. Fonte: Google.

Em paralelo ao Realismo, o romance naturalista no Brasil vinha tomando forma com o intuito de apresentar provas sobre teorias científicas a respeito do comportamento humano. Para tanto, escritores naturalistas utilizavam o conhecimento da biologia, da psicologia e da sociologia, afim de explicar casos patológicos que muitas vezes fugiam da realidade brasileira.

Apesar disso, foi o Naturalismo que, pela primeira vez, pôs o negro discriminado, o pobre, os excluídos, e os indivíduos vitimados por doenças físicas e mentais em primeiro plano. Ademais, retomou temas como o celibato, mas tudo sob a ótica científica da época.
Principais características do Naturalismo:
Linguagem simples; impessoalidade; presença de palavras regionais; descrição e narrativa lentas; objetivismo científico; despreocupação com a moral; temas de patologia social; determinismo.

No Brasil, a primeira obra naturalista publicada foi O Mulato (1881), de Aluísio Azevedo. A obra conta a história de um amor proibido entre Ana Rosa, uma jovem branca, e Raimundo, seu primo mulato. A trama alcançou tamanha popularidade, que até permitiu ao autor viver exclusivamente de literatura.

Aliás, Azevedo (1857-1913) foi a principal expressão naturalista no país. O ponto alto dos seus escritos, que se encontram principalmente em O Cortiço (1890) e Casa de Pensão (1894), é a forma como ambientes, paisagens e cenas coletivas são retratadas.

Vale salientar ainda que, além de Aluísio Azevedo, outros também merecem destaque na prosa naturalista: Rodolfo Teófilo (A Fome), Inglês de Sousa (O Missionário), Júlio Ribeiro (A Carne), e Adolfo Caminha (O Bom Crioulo).

No próximo post iremos conversar um pouquinho sobre o Parnasianismo. Embora ele esteja atrelado ao Realismo e ao Naturalismo por serem expressões de uma mesma época, talvez separá-los por postagem seja o mais ideal para que tenhamos uma melhor compreensão sobre suas características individuais. Então, até lá!

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Referência: CEREJA, William Roberto; MAGALHÃES, Thereza. Conecte: literatura brasileira. São Paulo: Saraiva, 2011.

Título: Simon vs. a Agenda Homo Sapiens*
Autor: Becky Albertalli
Edição: 1
Editora: Intrínseca
Páginas: 272
ISBN: 9788580578928
Nota: 4 de 5

SINOPSE: Simon tem dezesseis anos e é gay, mas ninguém sabe. Sair ou não do armário é um drama que ele prefere deixar para depois. Tudo muda quando Martin, o bobão da escola, descobre uma troca de e-mails entre Simon e um garoto misterioso que se identifica como Blue e que a cada dia faz o coração de Simon bater mais forte. Mas quando Martin começa a chantageá-lo, seu segredo poderá cair na boca de todos. Pior: sua relação com Blue poderá chegar ao fim, antes mesmo de começar.
Agora, o adolescente avesso a mudanças precisará encontrar uma forma de sair de sua zona de conforto e dar uma chance à felicidade ao lado do menino mais encantador que ele já conheceu.

Comentários:

Simon vs. a Agenda Homo Sapiens, de Becky Albertalli, é um YA que trata com bastante naturalidade a delicada tarefa de amadurecer. E esse é, basicamente, o principal intuito da trama: mostrar alguns reflexos das mudanças e dos dilemas pelos quais todos precisamos enfrentar para encontrarmos a nós mesmos. E para nos tornarmos quem nós realmente somos.

Simon é um adolescente que, assim como tantos outros, ainda não conseguiu externar para o mundo que é gay. Sair do armário parece algo complicado demais para ele, difícil de se explicar e talvez até um pouco constrangedor. Isso até um garoto misterioso Simon só sabe que ele estuda em sua escola), conhecido apenas como Blue, aparecer em sua vida e mudar um pouco o rumo das coisas.

A amizade dos garotos, apesar de virtual, vai se tornando séria e fundamental no processo de amadurecimento de ambos. Isso reflete no incentivo que um vai dando ao outro no que diz respeito a dar o próximo passo, a tentar manter a naturalidade das coisas (afinal ser gay não precisa ser um bicho de sete cabeças), a se expressar melhor com seus familiares e amigos, dentre outras coisas.

Esse vínculo vai crescendo por meio de uma série de diálogos compartilhados em meio a momentos da vida pessoal de cada um, através de e-mails anônimos para que a identidade deles não seja comprometida. Mas tudo parece estar preste a mudar quando Martin, um outro garoto da escola, acaba descobrindo a troca de mensagens entre os dois. O resultado é uma chantagem que acaba atrapalhando a confiança que Simon tenta construir para si próprio com a ajuda de Blue.

É em um clima de possíveis desavenças, de pressão psicológica e pela busca do amor perfeito, que embarcamos na complicada vida de um adolescente que só deseja ser quem ele é. Mas não é só isso. Simon vs. a Agenda Homo Sapiens também transmite, surpreendentemente, muitas coisas boas para um tema tão delicado como este. Existem ótimos exemplos de aceitação entre amigos e familiares, por exemplo, o que deixa a leitura bem incrível.

Além disso, duas outras coisas deixaram o livro bastante atrativo. A primeira delas é, sem dúvidas, o dinamismo da história. A linguagem da autora é tão boa que tudo parece muito real; e os diálogos são extremamente verossímeis. É impossível não se envolver. [...] E a segunda é o desenvolvimento dado aos personagens secundários, apesar de alguns deles se mostraram apático demais e sem muita personalidade. Vejo essa atenção como algo que deu um um tom muito mais real à obra.

Ademais, gostaria de acrescentar que, apesar de abordar um tema sério que envolvam questões como preconceito e bullying, Becky Albertalli preferiu deixar a história mais leve. Isso pode ser positivo ou negativo, e isso só depende da percepção de cada leitor.

O positivo seria porque, no meu ponto de vista, o livro nos dá certa esperança frente a um comportamento que infelizmente ainda não ocorre 100%, isto é, assuntos como esse devem ser lidados com mais respeito; as pessoas precisam ser mais respeitadas. E o negativo seria justamente por isso, porque a trama pode ser perfeitamente vista como fantasiosa demais, com fatos que na prática estão longe de ocorrer, já que ela é politicamente correta demais.

Portanto, temos em pauta um assunto difícil, ainda assim abordado de forma leve e um tanto medrosa, mas que entretém e diverte bastante. O desfecho é bem bacana, fofinho e te fará suspirar. Acredito que, como um todo, o livro conquista por ser diferente do que estamos acostumados a ler a respeito. E, ah, a identidade de Blue é desvendada, sim. Fique tranquilo(a)! 

Logo, fica aqui a recomendação. Leia e tire suas próprias conclusões.


*Cortesia cedida pela Editora Intrínseca. 


Em fevereiro eu comentei por aqui as séries literárias que abandonei nos últimos tempos, e o porquê. Quem leu esse post viu que eu deixei de lado mais de dez continuações. Um número que acabou me assustando muito, confesso. Mas do qual eu não me arrependo de ter feito.

Por conseguinte, achei que seria bacana fazer um balanço das séries cujas leituras estão andamento. Ainda que não sejam muitas, já que nos últimos tempos tenho evitado iniciar novas histórias fragmentadas, gostaria de compartilhar quais são essas sagas com vocês. Vamos lá!?

Ilustração. Fonte: Google.

1. Os Bridgertons, de Julia Quinn: Quem acompanha o blog regularmente sabe que eu leio essa série na sequência, e a medida que os livros vão sendo lançados. Até onde eu sei, a saga terá oito volumes... aqui no Brasil já foram lançados sete (do qual eu já li), mas o oitava já está para sair no mês que vem. Enfim, só amores por esses romances e pela autora (responsável pela minha paixão por romances de época). Pena que tá acabando. Para conferir as resenhas da série basta clicar aqui.

2. As Quatro Estações do Amor, de Lisa Kleypas: Quando eu falei que sou apaixonada por romances de época, falei muito sério (embora não leia muitas sagas do gênero, tenho sorte de ter acertado nas que escolhi conferir melhor). Essa é uma quadrilogia cujo segundo livro foi lançado recentemente aqui no Brasil, e, assim como a série anterior, estou lendo na sequência. É muito divertido, peculiar e de escrita encantadora. Quero logo o próximo livro! Para conferir as resenhas da série basta clicar aqui.

3. Gone, de Michael Grant: Eu iniciei a leitura dessa série faz bastante tempo. Em 2011, mais precisamente. E até agora não consegui finalizá-la porque, infelizmente, a Galera Record demora demais para lançar os livros. Aliás, nem sinal do sexto e último volume. Não sei o motivo de tanto prolongamento, só sei que é frustrante, principalmente porque, com o tempo, certos detalhes vão sumindo da nossa mente. Acho que quando sair o último vou precisar reler toda a saga. Mas farei isso com prazer, pois gosto muito da escrita do autor, da forma como ele vem construindo a série (amadurecendo-a), e dos seus personagens. Para saber mais sobre a série clique aqui.

4. The Walking Dead, do Robert Kirkman e Jay Bonansinga: Comecei a ler essa saga há um tempinho, obviamente por causa da série de TV. E, como ocorreu com muita gente, fui enganada achando que seriam apenas quatro obras (uma trilogia cujo último livro foi dividido em dois volumes). Eu as li e depois até cogitei em abandonar. Porém, como eu gostei demais do que vi até então, e como a trama segue de forma independente, acho que vale a pena continuar. Estou um pouco atrasadinha, pois, se não me engano, já existem dois ou três livros lançados que eu ainda não li... e eu aqui, dando bobeira.

5. O Cemitério dos Livros Esquecidos, de Carlos Ruiz Zafón: Prefiro não falar muito sobre essa trilogia por enquanto, apenas que estou gostando muito. Há muito tempo eu tinha vontade/curiosidade/desejo de ler essas histórias. Elas são aparentemente independentes, mas fazem todo o sentido cronologicamente. Já finalizei o primeiro livro, e logo logo pretendo terminar o segundo para iniciar o terceiro na sequência (quem acompanha o blog sabe que a saga faz parte do meu projeto leitura de domingo). De 2016 não passa.


É isso aí. Não sou uma seriemaníaca, afinal (haha!).
E você, tem muitas séries em andamento?
Abraços,