Finalmente parei para escrever sobre das leituras de fevereiro. Creio que quem acompanha o blog deve estar curioso para saber, especialmente, acerca do saldo da maratona literária de carnaval. Nesse post eu pretendo contar o que eu consegui conferir durante o feriado estendido e, claro, ao longo do mês.

Pausa para um desabafo: Ultimamente muita coisa tem mudado por aqui. Tenho acumulado muitas tarefas e, infelizmente, o blog acaba sendo penalizado por isso. Tenho pensado em utilizar meu instagram (na época criado apenas para divulgar as ações do blog, mas que acabou se tornando também pessoal) para compartilhar com mais intensidade minhas leituras e afins, através de comentários e opiniões mais construtivas. A minha ideia é interagir de verdade com você, de forma rápida e dinâmica. Creio que essa seria uma forma de suprir minha ausência no blog. O que você acha disso?

Agora vamos às leituras de fevereiro.

Kindle sempre presente.  <3
  1. O mês começou com O Príncipe da Névoa, de Carlos Ruíz Zafón. Esse livro faz parte da trilogia da névoa e nos conta a história de um jovem que se vê cercado de mistérios em seu novo lar, que, curiosamente, possui um jardim abandonado com uma estranha estátua e símbolos desconhecidos. Isso tem tudo a ver com um barco que afundou há anos naquela região, deixando apenas um sobrevivente; e com um diabólico personagem que concede desejos em troca de um preço. É uma fantasia intrigante, de leitura rápida, que me prendeu muito. Apesar de deixar algumas pontas soltas e da pouca profundidade, vale a pena conferir pela experiência visual que o autor nos permite ter através de suas descrições precisas e encantadoras.
  2. Depois foi a vez de terminar Joyland, do Stephen King, pois eu já havia começado a leitura no mês anterior. A trama gira em torno de um rapaz que, ao começar a trabalhar no famoso parque de diversões chamado Joyland, descobre um misterioso caso de assassinato que ocorreu há algum tempo em um dos brinquedos. Interessado na história, ele começa a buscar pistas sobre o possível assassino, o que acaba deixando-o em uma situação perigosa. Essas características fizeram deram ao livro uma cara de romance policial, ao contrário da proposta de suspense e mistério. Eu gostei bastante, especialmente dos personagens que foram muito bem construídos. Porém, no geral, achei o livro um pouco arrastado.
  3. Resolvi desenterrar da estante o meu exemplar de Cante Para eu Dormir, escrito por Angela Morrison. Muitos amigos me falaram super bem desse livro, mas confesso ter tido vários problemas com ele. A história traz uma jovem que sempre fora rejeitada por sua aparência. Mas graças a uma grande oportunidade, ela recebe uma transformação que lhe dá a chance de conhecer o amor de sua vida. No entanto, esse relacionamento se desenrola através de segredos e mentiras que tornam tudo muito perturbador. Enfim, me desagradou porque: existem muitos clichês; a história é infantilizada; não concordo muito bem com a forma como a 'beleza' é tratada; a protagonista é demasiadamente dramática e força demais a barra; o mocinho, apesar de fofo, se mostra egoísta, já que até agora não entendo o real motivo dele se aproximar da menina, sabendo que logo não estará mais por perto (detalhe que ele nem dá a ela o direito de saber o motivo); e mais um monte de coisas do qual vou adorar comentar mais por aqui. Em breve!
  4. Na maratona literária de carnaval eu consegui ler o incrível Maus, de Art Spiegelman. Para quem não sabe, a HQ retrata os judeus como ratos, os nazistas como gatos, os poloneses como porcos e os americanos como cachorros. É dessa forma peculiar que o autor nos traz mais um relato perturbador da catástrofe social que foi o Holocausto. Há tanto o que dizer sobre essa HQ, por sua intensidade, pelos valiosos dados históricos, pelas reflexões profundas sobre a capacidade humana... é intenso, carregado de sofrimento e de sonhos destruídos. É real, peculiar, particular. É também impressionante a genialidade do autor e a forma como ele conduz toda a narrativa. Vale muito a pena para quem se interessa por leituras com essa temática. Especialmente pela experiência em ler no formato HQ.
  5. Ainda na maratona eu consegui dar um gás na leitura de Os Miseráveis, do Victor Hugo, para o meu projeto de leitura. Felizmente, na maratona, eu consegui finalizar a segunda parte do livro, dedicado a Cosette. Resultado: foram mais 359 páginas lidas em fevereiro. Na oportunidade eu também li boa parte de A Caminho do Altar, de Julia Quinn. Mas eu só concluí a leitura efetivamente no início de março. Portanto, sobre ele eu falo melhor contigo no mês que vem.

E você, leu muito em fevereiro?
Abraços!


Deixe um comentário

Boas sugestões e opiniões construtivas são sempre bem-vindas. Obrigada por sua visita!